O que a gente não faz quando ama...
Quem foi que disse que ia ao show d'
A Tuba?
Magine só, sexta-feira, o show d'A TUBA rolando aqui do lado, e eu de molho, enrolada no edredom, tomando chá.
Tudo pelo show de amanhã.
Culpa dessa maldita gripe que veio pra ficar.
Eternamente instalada nos meus pulmões com catarros gigantescos grudados nas entranhas do tubo que tá ligado ao nariz e etc.
Não há papel higiênico que chegue, caralho. Tipo, se fosse no natal, iriam me confundir com a Rena do Nariz Vermelho.
Vai gripe, vai ser chata assim lá Ásia, vai!
Puta que pariu, ninguém merece!
*
Afofei os peito no consumismo moderno hoje.
Saia da
Doc Dog = tipo, muito cara.
Blusa d'
A Mulher do Padre = tipo, bem cara.
Cosméticos coloridos = razoavelmente caros.
Promoção de
Mc Câncer extra large = tá um escândalo de caro.
Se sentir bonita, bem vestida e de estômago cheio = tem muito preço, e põe preço nisso!
Tem coisas que o dinheiro paga à vista - pra todas as outras existe o Mastercard pra prolongar a dívida.
*
Acho que vou pintar minhas unhas.
E também saiu no jornal de hoje
uma matéria sobre o show.
TODOMUNDOLÁ!
*
Terça-feira foi publicado o primeiro post oficial do
PRÓFUGO, o blog-zine dissidente do
Elebu.
Vale a pena dar uma conferida, tem uma entrevista com o
Diego Fofura e uma matéria sobre clássicos do RRRock!
Muito bão!
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E
putaquepariu!
Hoje tem show d'
A TUBA!!
Numa festa um tanto quanto riporonga na UNB mas... puta que pariu! É
A TUBA ANTIATÔMICA DO PLANALTO!
Então quando você começa a
creepar sem ter de fato um
pedestal, é por que as coisas andam mal mesmo...
Daí você se sente mais
Laura do que
Rob e quando pára pra pensar nisso, se
desespera.
Sim, a situação está realmente péssima.
Porque pela primeira vez na vida você está vivendo o outro lado da história.
É, aquela mesma história que você conhecia tão bem e tinha o pleno controle da situação.
De modo que você preferiria mil vezes aquela época em que vivia o personagem do
Rob. Como assim???
Viraria pro lado, acenderia um cigarro e faria um top 5.
E tentaria encontrar uma solução, o que é melhor do que quando ela está bem ao seu lado mas não pode ser executada.
*
Baby i'm so alone
Vamos pra babylon
Viver a pão-de-ló e moet chandon
Vamos pra babylon
Gozar sem se preocupar com amanhã
Vamos pra babylon
Baby baby babylon
Comprar o que houver au revoir ralé
Finesse s'il vous plait mon dieu je t'aime glamour
Manhattan by night
Passear de iate nos mares do Pacífico Sul
Baby i'm alive like a rolling stone
Vamos pra babylon
Vida é um souvenir made in Hong Kong
Vamos pra babylon
Babylon
Vem ser feliz ao lado desse bon vivant
Vamos pra babylon
Baby baby babylon
De tudo provar champanhe caviar
Scotch escargot rayban bye bye miserê
Kaya now to me o céu seja aqui
Minha religião é o prazer
Não tenho dinheiro pra pagar a minha ioga
Não tenho dinheiro pra bancar a minha droga
Eu não tenho renda pra descolar a merenda
Cansei de ser duro vou botar minh'alma à venda
Eu não tenho grana pra sair com o meu broto
Eu não compro roupa por isso que eu ando roto
Nada vem de graça nem o pão nem a cachaça
Quero ser o caçador ando cansado de ser caça
Babylon - Zeca Baleiro
A melhor banda de todos os tempos da última semana se chama
The Wholeeguns!
Procure a música
Given Horses, Wet Cats no slsk. Você
tem que ouvir!
Parece que eles só lançaram um EP com 3 músicas chamado
The Wholeeguns.
Eu queria ouvir
Edge of Thorns. O
Renato disse que é a melhor depois de
Given Horses...!
Mas é praticamente impossível de achar!
"Giiiiven horses, weeeeeeeet cats! Uaaaaaaahhh!"
Pois eu comprei minhas meias:
E o Cráudio trouxe pra mim lá de
PoA:
Próximo gasto consumista urgente:
uma
web cam.
*
Estávamos lá, dançando pra esperar.
Até que uma amiga começa a se sentir um pouco tonta.
Nós, assutados, sentamos ela numa cadeira.
Ela sorria e escorregava na tal cadeira. Parecia que estava numa outra dimensão.
"Dimensão E!" Diziam nossos amigos.
Daí ela começou a falar fino e sorrir e sorrir e sorrir.
Dizia que seus braços estavam leves e suas mãos geladas.
Um amigo deita ela no colo. Ela olhava pro céu e não havia nada mais bonito do que as estrelas, então ela sorria.
E todos ao seu redor riam dela. Ou melhor, riam
com ela.
Alguns se preocupavam, outros simplesmente riam também.
Eu ria. Sorria.
Metade saiu para dançar. Mas ela ficou encostada no ombro de um de nossos amigos.
Falando fino e dizendo amar todo mundo.
Naquele estado, ela não conseguia evitar falar demais.
Mas ela não estava nem aí, porque o seu amigo também parecia querer falar muito.
Então os dois ficaram lá, encostados, falando e sorrindo e falando e sorrindo...
A boca da minha amiga começou a tremer,
"é por que o seu corpo está pedindo pra ser agitado!", mas ela sabia que não era por isso.
E dizia estar com sede. E bebia água enquanto seus lábios tremiam.
A música alta reverberava infinitamente no seu ouvido. Seu coração batia muito, mas muito forte. Mas não rápido. Seu maxilar travava. Ela queria estar assim pra sempre.
Mas a tontura já estava passando. Ela já falava com a voz normal e sentia frio.
Chegou em casa sonolenta, deitou-se na cama com medo de não acordar de manhã, ou de tarde. Medo de não acordar nunca mais.
Mas ainda com um restinho de torpor, pensou que se nunca mais acordasse, seu último dia de vida teria sido o melhor de todos os dias de seus 6.690 dias de vida.