<post bem grande>
Os últimos dias foram assim:
1. Joan e seu harém no boteco seguido de mais cerveja na UNB
2. Joan e John (Voyers) balançando o esqueleto na boate
3. Joan, mãe, tio, irmão e primos vivendo nostalgias
4. Joan e Pioneiros no supermercado
5. Joan e John (o Voyers de novo) na divertilândia
*
1. Cervejas infinitas e SKA all over the night.
--
2. John Voyers e
Eu fomos nos aventurar nos embalos de uma Boate sábado a noite.
Eu queria, por tudo nessa vida, ver, o que não se chama de show mas era show, o show do
Dj Patife.
Pobre Patife rico.
Puta Dj, acostumado a lotar pistas européias, ser ícone da música eletrônica e usar aquelas roupinhas qüendas do saldão de Camden Town, caiu logo aqui em
Brasília. Na
Show Bar. Sábado a noite.
Subiu no palco sob muitas palmas e gritinhos histéricos dos pouquíssimos
clubbas que haviam no local.
Tocou seu set perfeitinho de uma hora e meia, para um pequeno público de
gentinha uó (pequeno devido às proporções londrinas), fez as mais assanhadas subirem nos queijinhos, os mais empolgados pingarem de suor, os mais malas cheirarem mais lança, as mais patys dançarem com mais cuidado pra não melar a chapinha, fez o
John Voyers balançar a cabeça e me fez ficar até hoje com as costas e com as batatas da perna doendo.
D-e-l-í-c-i-a!
Ele sabe fazer o negócio. Não é um
hype qualquer da
d&b. Suas pontes são perfeitas e o cara tem tesão pelo que faz.
Diferentemente dos outros Djs locais que se apresentaram. Esses tocaram um set porcaria, deixaram a vibe se perder nas pontes e pareciam que estavam ali só pra preencher o espaço pré e pós
Patife,
o rei da noite.
Pior foi o preço do ingresso: 20R$.
Pior ainda eram os preços das bebidas: 3,50R$ uma long neck e 5R$ uma caipiroska.
Pior ainda mais foi não ter visto o desfile da
Cavalera. Não me pergunte por que, eu também n-ã-o-s-e-i!
--
3. Passei boa parte do fim de semana na casa velha de minha avó.
Ela se mudou de lá há quatro anos e seu ex-atual inquilino entregou a casa sábado.
Senti um arrepio fudido ao entrar lá depois de tanto tempo.
Morei naquela casa durante minha infância e parte da adolescência. Adorava aquilo lá.
Foi naquela rua que conheci minhas grandes amigas, foi ali que eu cresci e era ali onde eu queria morar agora.
Cada pedacinho me lembra uma coisinha, cada barulinho (desde o portão se fechando até os estalidos da madeira) me lembra meu avô, cada plantinha tem sua história e cada casa na rua fez parte da minha vida.
Então no domingo minha mãe fez um churrasco lá. Estávamos Eu, meu tio, 2 primos, mamãe e Tiago.
A casa estava completamente vazia mas para minha mãe e eu (que somos as duas pessoas mais sensíveis da família e morremos de tristeza só de pensar que a casa vai ser de outra pessoa agora) tudo lá dentro estava funcionando. A TV exibia o Faustão, o telefone tocava - algum interurbano qualquer de Belo Horizonte, a geladeira zumbia, a lava-louças funcionava a todo vapor e lá fora éramos a família mais momento Kodak do mundo. A primalhada fazia guerra de água na piscina - molhando quem tava dentro e fora dela, meu avô tomava seu uísque escondido de minha avó enquanto ela resmungava porque eu entrei com os pés molhados em casa, e eu, com os lábios roxos e os dedos enrugados, pedia um franguinho pra minha mãe que era a encarregada das comidas. E foi nessa hora que eu pisquei. Estava lá, na churrasqueira, com minha mãe, pedindo um franguinho. Sem os lábios roxos, sem dedos enrugados, sem a TV na sala e sem a família Kodak fazendo algazarras atrás de mim.
E me lembrei que o tempo passa mesmo, não adianta.
A casa agora está cheia de infiltrações, ferrugens, musgos.
Eu agora tenho peitos e meus primos estão quase todos casados.
Já não sei mais nadar e nem vejo minhas amigas.
Meu avô nos deixou há 8 anos e minha avó quase não fica em Brasília.
E toda aquela alegria de estar ali, naquele último domingo, daquela última vez, era tamanha que eu queria ir embora correndo antes que me afogasse na piscina só pra poder ficar ali pra sempre. Junto com a memória de meu avô, o esqueleto do meu gatinho no fundo do quintal e toda aquela nostalgia triste. Protegendo a casa, vigiando os futuros moradores para que eles não apaguem de vez todo o rastro de risadas de uma família chata pra caralho mas que no fundo gostava de estar junta.
Entrei no carro, olhei pra trás e vi minha vó fazendo o nosso sinal de despedida e meu avô com as mãos no bolso assobiando uma canção qualquer. E fui pra minha casa.
--
4. Ensaimos! Ahhh, deu até pra ouvir o rangir dos dedos e das gargantas enferrujadas. Músicas novas!
De lá fomos ao Extra.
Depois de ver a bunda do Cráudio e de comer um sanduiche de lagarto, não falo mais nada.
--
5. Se tem uma coisa que eu adoro é ser surpeendida com convites exóticos.
Segunda-feira, de noite, com o pijama que eu nem tinha tirado, na minha santa paz
HBO, vejo a figura de
John Voyers adentrar meu quarto:
- Quer ir na Divertilândia brincar no simulador de montanha russa?
- Agora?
- É, agora!
- Vamos!
Meia hora na fila pra 3 minutos de adrenalina.
AAAAAAHHHHHHHHHHHHHHHHHH!!!!!
Parecia de verdade! A-d-o-r-e-i!
E, como duas boas crianças, jogamos hóquei de mesa e balançamos o popozão na
Dance Dance Revolution.
E, veja só, encontramos Thobias, Maíra e Daphne por pura coincidência lá!
Coincidência é o caralho, estamos em
Brasília.
</post bem grande>